Nossa História

A HISTÓRIA DA ASSOCIAÇÃO DE NUTRIÇÃO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

(ANERJ)

Década de 40

O ano era 1949. O Rio de Janeiro, a capital do país e como tal compunha o cenário da moda, das relações comerciais, da cultura e da educação formal. O Brasil apresentava um quadro epidemiológico nutricional marcado principalmente pelas doenças carenciais (desnutrição proteico calórica, hipovitaminose A, pelagra, anemia ferropriva, etc.), todas associadas às condições de pobreza, fome e desigualdade social. O mundo ainda sofria as consequências do fim da II guerra. Foi neste contexto, que em 31 de agosto, pautada num imprescindível desejo de fortalecimento daquela ainda pequena categoria, que nasceu a Associação Brasileira de Nutricionistas – ABN. Primeira entidade brasileira criada com o intuito de representar e defender os interesses dos nutricionistas, então chamados dietistas.

Durante muitos anos a ABN foi a única representante da categoria, Sendo responsável por desenvolver estudos e pesquisas no campo da Nutrição e ainda fomentar a criação das associações dos demais Estados, tais como: São Paulo, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Bahia e Brasília. Por esta razão, o dia 31 de agosto passou a ser considerado como o “Dia do Nutricionista”.

A primeira diretoria da ABN foi assim composta:

Presidente: Firmina Sant’ana

Vice-Presidente: Helena Amorim Barros

Secretário Geral: Deyse Furtado

1º Secretário: Jutia Dias Paes

2º Secretário: Elza Costa Marques

1º Tesoureiro: Virginia de Paula Rosa

2º Tesoureiro: Íris Penteado

Bibliotecário: Ivo Cortes

Orador: Emília de Jesus Ferreiro.


Década de 50

Em 1958 o durante o I Congresso Brasileiro de Nutricionistas surgiu o conceso para que as demais associações estaduais se filiassem à A.B.N. Presidido por Clara Sambaquy, o congresso teve como objetivo além da recomendação acima citada, debater a conceituação legal da carreira e ética profissionais. É importante distinguir este evento do I Congresso Brasileiro de Nutrição – realizado em 1954 e com maior concentração de profissionais da categoria médica, notadamente nutrólogos e fisiólogos.

1952 – 1955, a Diretoria foi assim composta:

Presidente: Mirtila Cotrim de Araújo

Vice-Presidente: Maria Mercedes Soares Fernandes

Secretário Geral: Sonia Moreira Alves

1º Secretário: Luiza Gonzaga de Castro

2º Secretário: Norma Lavoie de Holanda Maia

1º Tesoureiro: Enedina de Moraes Passos

2º Tesoureiro: Gladys Pedra

1955 – 1958  A Diretoria foi assim Constituída:

Presidente: Clara Furquim Sambaquy

Vice-Presidente: Maria da Penha Vasconcelos

Secretário Geral: Isa Marques da Costa

1º Secretário: Myrta Therezinha Barrela

2º Secretário: Maria leda Mira

1º Tesoureira: Maria da conceição Carvalho

2º Tesoureiro: Iracy Leal Laranjeira

1958 -1960 A diretoria ficou assim constituída:

Presidente da ABN – Lioselotte Hoeschl Ornellas

Vice-Presidente – Maria de Lurdes Leonardo

Secretário Geral – Maria Ester de Carvalho, substituída por Neuza Therezinha Rezende Cavalcante

1ºSecretário: Enilda Lins da Cruz Gouveia

2º Secretário: Alcione Vaz Silva

1º Tesoureiro: Amélia Guimarães

2º Tesoureiro: Nilza Soares Pires

Bibliotecário: Zilá Franco

Orador: Rosa Diva Veiga da Silva

Esta Diretoria comemorou o 10° aniversário de criação da ABN cujo tema serviu de enfoque para a Semana do Nutricionista, no período de 25 a 31 de Agosto de 1959. Foi também marcada pelo lançamento da 1ª revista voltada para a categoria cujo título era: “Boletim da Associação Brasileira de Nutricionistas”. Sonho antigo da ABN, que há tempos buscava editar uma publicação que pudesse se transformar em veículo de informações técnico – cientifico para os profissionais de nutrição e ainda expressar a origem e os seus objetivos da entidade. A primeira edição saiu como homenagem póstuma a Firmina Sant’ana importante fundadora da Associação.

Em 1959 foi apresentado a Câmara Federal pelo então Deputado Josué de Castro, o projeto n° 904/59 que dispõe sobre o Ensino Superior de Nutrição e regulamenta a profissão de Nutricionista. Fato que só veio ocorrer oito anos após.


Década de 60

Apenas em 1960, os estatutos sociais da ABN inseriam o capítulo “Das Federadas”. Foi na capital paulista, durante o II Congresso Brasileiro de Nutricionistas, que se concretizou a crescente luta para solidificar a profissão, incluindo a recomendação para que fossem criadas comissões, com representantes das Associações de Nutricionistas e Dietistas de todos os estados. Estas comissões teriam como finalidade deliberar sobre a regulamentação da carreira e elaboração do código de ética do dietista/nutricionista e a organização de comitês estaduais, estabelecendo roteiros de trabalho em hospitais e padronização das técnicas de inquéritos alimentares.

Durante o III Congresso Brasileiro de Nutricionistas, realizado em 1965, também no Rio de Janeiro, concomitante ao I Encontro Latino-Americano de Nutriconistas, a situação profissional do nutricionista no Brasil e América Latina polarizou as discussões. O tema da nutrição como política preventiva nos países em desenvolvimento ganhou relevo, bem como as recomendações para que fosse fixado em quatro anos a duração do curso de graduação de nutricionistas e a promoção de esforços, junto aos organismos governamentais competen­tes, para obter a regulamentação da profissão nos diferentes países da América Latina, através de leis específicas de caráter nacional. Mais uma vez esteve presente a necessidade de elaboração de um código de ética profissional, desta vez com a possibilidade de que as associações de categoria de cada pa­ís se reunissem e trouxessem como base suas respectivas experiências.

As conquistas da categoria eram crescentes e a cada congresso consolidavam-se ainda mais, posto que no ano de 1967, em Recife por ocasião do IV Congresso Brasileiro de Nutricionistas e II Encontro Latino-Americano de Nutriconistas, já se comemorava a eminente regulamentação da profissão, que se concretizou em abril deste mesmo ano.

1960 – 1962 a ABN elegeu a sua nova Diretoria:

Presidente Maria da Penha Vasconcelos

Vice-Presidente Maridete de Almeida Cruz

Secretaria Geral Neuza Therezinha Rezende Cavalcante e ainda Alba de Andrade Falcão, Elina Burtt, Consuelo Braga Ghardo, Marialba Seixas, Sofia Moussache

 

Em 1962 – 1964 Neste período a diretoria foi constituída por:

Presidente: Maridete de Almeida Cruz

Vice-Presidente Zila Franco

Secretaria Geral: Enilza Lins Gouveia

1º Secretário: Renita Botelho

2º Secretário: Therezinha Diniz dos santos

1º Tesoureiro: Olga Fernandes da Silva

2º Tesoureiro: Maria Lucia Pelosa

Bibliotecário: Ruth Bezerra, depois substituída por Maria da Conceição Carvalho.

No ano de 1964 a ABN realizou uma sessão especial (onde?) em memória a PEDRO ESCUDERO, percurso do ensino de Nutrição na América Latina. Criando o “Fundo Pedro Escudero”, de iniciativa de LIESELOTTE ORNELLAS.

1966 – 1968 – A diretoria deste período foi constituída por:

Presidente Enilda Lins da Cruz Gouveia

Vice-Presidente Neuza Threrezinha de Rezende Cavalcante

Secretaria Geral: Lea Sarmento e mais Zuleika Rabello, Gilda Linhares de Melo, Delma Escaleira, Consuelo Braga Galhardo e Maria da Conceição Carvalho

Esta Diretoria teve o mérito a regulamentação da profissão feita através da Lei 5276/67. Resultado de grandes esforços e lutas das diretorias anteriores que, desde 1959, iniciado por Josué de Castro e nesta ocasião através de nova apresentação do Projeto 50/63, ora encaminhado pelo Deputado Dirceu Cardoso, sendo relator o Deputado Brito Velho que apresentou o substituto n° 50 –B /1963. Após conturbada tramitação finalmente foi aprovada pela Câmara e Senado sendo enviada ao à Presidência para ser sancionada em 13 de outubro de 1966, onde foi vetado. Graças ao empenho da ABN, com apoio das filiadas dos estados de SP, BA, PE, MG, RS e DF. conseguiu-se que o Congresso Nacional a rejeição do veto Presidencial.

1968 – 1970 – A ABN neste período foi composta por:

Presidente Neuza Therezinha de Rezende Cavalcante

Vice-presidente Maria Jose Machado Rodrigues

Secretaria Geral Therezinha Diniz dos Santos e Nelzir Trindade Reis

Dinah Ramos, Alayde C. Azevedo

Luzia Gianini R. Guedes Cavalcante e Enilda Lins da Cruz Gouveia.

Em comemoração a semana do Nutricionista de 26 a 31 de agosto de 1968, a ABN realizou o seminário “Novos Rumos da Nutrição”, e concretizou o sonho de seus associados que, ao comemorar os 20 anos da ABN, marcada com a inauguração, em 31 de agosto de 1969 de sua sede própria situada à Rua Álvaro Alvim, n° 33/ 37 – Sl. 1507.


Década de 70

Em 1970, excepcionalmente três anos após o IV CONBRAN, é realizado em Salvador o V Congresso brasileiro de Nutricionistas e II Encontro Latino-Americano de Nutriconistas. Nesta ocasião aprovavou-se a criação de uma Federação Brasileira de Associações de Nutricionistas, a Febran, cujos estatutos foram aprovados em 1972 e registrados em 1974, após a adaptação das associações estaduais, incluindo a transformação da ABN em associação representativa do Estado da Guanabara.

A transferência do patrimônio da ABN para ANERJ, assim como a aprovação dos novos estatutos, foi feita no período 1976/1978, sob a presidência de Ruth Benda Lemos.

Administrada por uma diretoria e assistida por um Conselho Científico e Técnico, eleitos em Assembleia Geral para um período de três anos, a ANERJ – Associação do Estado do Rio de Janeiro, vem desde sua fundação, atuando com o objetivo de congregar os profissionais e difundir a ciência da nutrição e estimular o intercâmbio multiprofissional para troca de experiências, com vistas à atualização e aprimoramento das atividades dos profissionais.

Abaixo fragmentos da ata lavrada para registro da AGOD- Assembleia Geral Ordinária, assinadas por Sônia Moreira Alves – Presidente da FEBRAN e Eulina Teixeira Romero de Souza – Presidente da ABN, realizada em 31 de março de 1976 das 08:30 às 15:00 horas, pela ABN em sua sede situada à Rua Álvaro Alvim, 33/37 Sala 1517. Na qual esta, transfere todo seu patrimônio moral e material, inicialmente para AGN – Associação Guanabarina de Nutricionistas, que postariormente passou a chamar-se ANERJ – Associação de Nutrição do Estado do Rio de Janeiro. Durante esta assembleia ainda foram reafirmados os seguintes objetivos:

1) Realizar assembleia para eleição da diretoria da A.G.N;

2) Transformar a sigla GB em RJ.

3) Transferir o patrimônio da ABN para a ANERJ[1]

4) Reconhecer esta recém criada Associação Estadual como — A Pioneira.

Atualmente existem nove associações afiliadas à ASBRAN representando os Estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Alagoas, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco, Mato Grosso e Distrito Federal, são elas:

1 Associação Catarinense de Nutrição- ACAN
Presidente: Drª. Anelise Regina Royer Pinto

2 Associação Gaúcha de Nutrição – AGAN
Presidente: Drª Marilene Vasata Sgarbi

3 Associação Alagoana de Nutrição – ALNUT
Presidente: Haroldo da Silva Ferreira

4 Associação de Nutrição do Estado do Espírito Santo – ANEES
Presidente: Dr. Elaine Cristina Viana

5 Associação de Nutrição do Estado de Rio de Janeiro – ANERJ
Presidente: Dra. Lúcia Andrade 

6 Associação Paulista de Nutrição – APAN
Presidente: Drª. Marli Brasioli

7 Associação Pernambucana de Nutrição – APN
Presidente : Drª. Ana Célia Oliveira dos Santos 

8 Associação Sul-mato-grossense de Nutrição – ASMAN
Presidente: Drª. Marta Marques David

Associação de Nutrição do Distrito Federal– ANDF
Presidente: Drª. Simone da C. Rocha Santos

 

Todas filiadas à ASBRAN – Associação Brasileira de Nutrição, com sede em São Paulo, presidida pela Nutricionista Drª. Márcia Fidelix, eleita para o triênio 2011/2014.


Década de 80

Em 30 de janeiro de 1980, após treze anos de regulamentação da profissão, criou-se O Conselho Federal de Nutricionistas (CFN). A criação deste conselho foi resultado de constantes lutas, no sentido de preservação da categoria.

Trata-se se uma autarquia federal sem fins lucrativos, de interesse público, com poder delegado pela União para normatizar, orientar, disciplinar e fiscalizar o exercício e as atividades da profissão de nutricionista em todo o território nacional, em defesa da sociedade. É um órgão central do Sistema CFN/CRN.

A criação do CFN foi um marco de grande conquista da categoria, visto que até então, os profissionais de Nutrição eram fiscalizados por órgãos regionais de fiscalização da Medicina (Lei nº. 5.276 de 24 de abril de 1967).

O CFN tem sede em Brasília-DF e jurisdição em todo o país, através de um sistema com dez Conselhos Regionais de Nutricionistas, os quais atuam nos seguintes estados:

crns3

Em junho de 1980, foi criado o CRN-4, com sede no Rio de Janeiro e a princípio, delegacias nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo. Atualmente, com a criação do CRN-9, este conselho possui apenas a delegacia do Espírito Santo. Seus primeiros anos de atuação foram dedicados à sua própria regulamentação, ao cadastramento de profissionais e empresas, à aquisição da sede e à estruturação das áreas de administração e fiscalização.

Com a criação do conselho, a ANERJ assumiu seu verdadeiro papel que é o de primar pelo aprimoramento técnico científico da profissão.

A ANERJ é de participação associativa. Sua diretoria é eleita de forma direta e tem vigência de três anos. Possível de ser renovado por mais um.


Década de 90

[1] Nota: A transferência do patrimônio da ABN para ANERJ foi feita na dire­toria seguinte, presidida por Ruth Benda Lemos, período 76/78. Bem como a aprovação dos novos Estatutos da ANERJ na Assembleia Ge­ral Extraordinária de 15 de julho de 1976.

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